quinta-feira, 19 de abril de 2012

Perguntas Inquietantes IV



Perguntas Inquietantes IV


Aonde você vai
Quando os pensamentos
Começam a falar suas vontades
De formas pulsantes entre os dias
E suas variadas conversas?
Vai rumo ao amanhã,
Entre as curvas dos sentidos,
Do outro lado da ultima página
Escrita com letras sedentas
E tintas de ideais formulados?

Aonde você vai,
Rumo à vida e suas promessas
Onde o pão de nossos sonhos
Ainda não fora fatiado?
Quando nascemos,
Diga-me qual o nosso objetivo,
Ano após ano, dia após dia,
Quando o sol esqueceu
Como se faz seu trabalho;
Vamos para cima ou para baixo
Em direção
A derradeira água que caiu?

A árvore do conhecimento
Reconhecerá sua voz
Quando o céu se abrir para ouvi-lo?
E o que acontecerá quando
A sociedade gritar
E algumas idéias
Congelarem aprisionadas,
Engasgará
Em seus conceitos mundanos
E ocultará novamente sua face
Ou revelarão seus rostos bizarros?

Nós estamos indo
Rumo ao amanhã,
Ou caminhando
Entre vultos do agora?
O ontem virá com nós
Por estas passagens abertas
Entre os goles de nostalgia
Ou ficará adormecido
No passado cinzento?
Não saberíamos dizer
Se estamos pertos,
Próximo aos campos férteis
Onde brotam realidades distintas
E verdades diversas,
Onde às vezes as paredes
Ficam ainda mais estreitas
No caminhar diário
E suas procuras?

Quando partirmos,
Diga-me o que restará
Dessas perguntas inquietantes
E suas vontades latentes
Que ecoam ainda sem respostas
Nessas bocas tão sedentas?
O que levaremos, o que deixaremos
Em nossas prateleiras de escritos
E seus inúmeros quereres
Em direção ao amanhã
De olhos bem abertos,
De carnes e ossos expostos,
Com a pena na mão
Pronta a escrever
Mais sem poder enxergar
O cenário ao redor
Do amanhã que iremos esperar?

W. R. C.

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