sexta-feira, 15 de abril de 2011

Até onde podemos ir






Até onde podemos ir


Em meu pensamento onírico você existe,
Distorce minha realidade mais concreta,
Seu coração pétreo não permite que eu o lapide;
Vão-se as horas de meu dia,
Cinério é o céu neste instante,
Meu globo cefálico se dissolve em dúvidas e desejos,
Saudade que me devora aos poucos.
Minha carne grita por seu nome,
E você me congela com seu olhar hibernal,
Meu corpo plúmbeo afunda devagar,
No curso potâmico de sentimentos,
Que correm em direção a um mar de novidades;
Onde verei na curva meridional seu rosto,
Sorrindo, olhando para mim em silêncio,
E quando seu olhar cruzar com o meu,
Descobriremos um ao outro,
Gota por gota... Passo por passo...
E no labirinto hialino construiremos um altar argênteo,
Onde escreveremos nossos nomes
Em um pedaço éboreo brilhante.
Agora posso dizer que meu olhar ígneo pode ver
Por traz da parede rupestre,
Um novo e mneumônico caminho,
Repleto de possibilidades,
O outro lado numismático: cara e coroa, tudo juntos,
Eu e você redescobrindo o amor,
Vendo até onde podemos ir,
Nessa torrente pluvial de paixões,
Sem se preocupar com o amanhã.


W R. C.




Este poema foi escrito há um certo tempo,
foi escrito à uma pessoa muito especial para mim,
que foi, é e sempre será...

A você!

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