segunda-feira, 18 de junho de 2012



De asas abertas

O tempo
Contou outra história,
Escreveu suas falas,
Abriu outra pagina
E as folhas do outono
Já contaram suas novidades;
Finalmente luz,
Uma chama ardente,
Um fogo feroz,
Abra as janelas,
Seus olhos,
Sua mente...
Finalmente
Liberdade para fugir,
Para longe da culpa,
De suas sombras
E seus vícios
E cada promessa
Que se perdeu no caminho
Depois que o vento
Fez sua derradeira curva...
Foi tempo demais
Gasto feito um defunto
Caminhando por aí,
Com olhar distante,
Com dentes pontiagudos,
Faminto de sentidos,
Afogando-se
Em sentimentos sem fim;
Agora a música se renova,
Ecoa distante;
Notas precisas a se compor,
Um coração,
Um palpitar gritante
E muitos pensamentos...
Finalmente
Podem-se abrir as asas,
E planar no céu sorrateiro
Como ave despreocupada,
Observando
Tudo do alto,
Absorvendo
Muito dos sentimentos;
Chega de lágrimas,
Chega de lutas sangrentas,
Cada um é livre
Para tomar seu caminho,
Fora do labirinto,
Dentro de qualquer realidade
No tempo que se escreve,
Na vida que se forma,
Na melodia que se vive
Depois daquelas páginas
Que foram rasgadas,
Revelando segredos,
Ocultando verdades
Que guardamos
No caminho...
W. R. C.

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